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presidenciáveis 2026candidatos4 de maio de 2026· 8 min de leitura

Presidenciáveis 2026: conheça todos os candidatos à presidência

Perfil completo de todos os pré-candidatos à presidência do Brasil em 2026: partido, número, trajetória política e posicionamento de cada um.

As eleições presidenciais de outubro de 2026 já têm um campo de candidatos se formando. Com Jair Bolsonaro inelegível por decisão do TSE até 2030, o campo da direita está mais fragmentado do que em 2022. Já a esquerda conta com o presidente Lula buscando a reeleição.

Veja o perfil completo de cada pré-candidato cadastrado no Vox Votum.


Luiz Inácio Lula da Silva — PT · número 13

O presidente em exercício e o favorito segundo os principais institutos de pesquisa. Lula (PT) chegou à presidência pela terceira vez em janeiro de 2023, após vencer Bolsonaro no segundo turno com 50,9% dos votos válidos — a margem mais estreita desde a redemocratização.

Trajetória: Líder sindical do ABC paulista nos anos 1970 e 1980, fundador do PT e da CUT, derrotado nas eleições de 1989, 1994 e 1998 antes de ser eleito em 2002. Governou o país de 2003 a 2010, período marcado pelo crescimento econômico, expansão do Bolsa Família e aumento do salário mínimo real. Foi preso em 2018 em razão da Operação Lava Jato e teve suas condenações anuladas pelo STF em 2021.

Posicionamento: Esquerda. Defende ampliação de programas sociais, reindustrialização e protagonismo do Estado na economia. Em política externa, aposta em multilateralismo e integração sul-americana.

Perspectiva para 2026: Lidera as pesquisas de intenção de voto, mas enfrenta desgaste típico de governos no meio do mandato. A disputa do segundo turno tende a ser polarizada com o candidato mais forte da direita.


Flávio Bolsonaro — PL · número 22

Senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho de Jair Bolsonaro. Com o pai inelegível, o PL aposta em Flávio como herdeiro político do bolsonarismo para 2026.

Trajetória: Iniciou a carreira como vereador no Rio, foi deputado estadual (ALERJ) por três mandatos e eleito senador em 2018, na onda bolsonarista. Preside o PL no Rio de Janeiro e mantém presença ativa nas redes sociais de direita.

Posicionamento: Direita. Alinha-se com as bandeiras do bolsonarismo: pauta de costumes conservadora, crítica ao sistema judiciário, defesa do armamento e ceticismo em relação à imprensa tradicional.

Perspectiva para 2026: Tem a estrutura do PL — segundo maior partido do Congresso — e a base eleitoral fiel ao pai. O principal desafio é transferir votos de Jair para si em eleitorado que votou na pessoa, não no partido.


Ronaldo Caiado — PSD · número 55

Governador de Goiás desde 2019 (reeleito em 2022 com 67% dos votos no primeiro turno), Caiado é uma das figuras mais consistentes da direita moderada brasileira.

Trajetória: Médico e pecuarista, foi deputado federal por seis mandatos consecutivos (1991–2015) e presidente da Sociedade Rural Brasileira. É senador de carreira e referência da bancada ruralista. Em Goiás, ficou conhecido por gestão fiscal austera e pela construção de grandes obras de infraestrutura.

Posicionamento: Centro-direita. Defende livre mercado, segurança pública firme e agenda agropecuária. Mantém distância de Bolsonaro sem romper com o eleitorado conservador.

Perspectiva para 2026: Tem alto índice de aprovação no estado e é considerado candidato competitivo no cenário sem Bolsonaro. O PSD é o maior partido do Congresso, o que lhe dá musculatura eleitoral e acesso a tempo de TV/rádio significativo.


Romeu Zema — NOVO · número 30

Governador de Minas Gerais desde 2019 (reeleito em 2022 com 56% no primeiro turno), Zema é o principal nome do Partido Novo para a disputa presidencial.

Trajetória: Empresário do setor de material de construção, sem carreira política prévia antes de 2018. Foi eleito governador de Minas numa votação surpresa, aproveitando o antipetismo e o descrédito dos partidos tradicionais. Administrou o estado mais endividado da federação com foco em contenção de gastos.

Posicionamento: Liberal-direita. Defende privatizações, redução do tamanho do Estado, desburocratização e menos intervenção governamental na economia. É contrário a subsídios e programas de transferência de renda amplos.

Perspectiva para 2026: O NOVO tem eleitorado fiel mas pequeno. Zema teria que crescer muito além da base do partido para ser competitivo no segundo turno. Minas Gerais, maior colégio eleitoral do interior, é seu trunfo.


Ciro Gomes — PDT · número 12

O mais experiente candidato do campo de centro-esquerda, Ciro Gomes acumula cinco tentativas de chegar ao Palácio do Planalto (1994, 1998, 2002, 2018 e 2022).

Trajetória: Advogado cearense, foi prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, ministro da Fazenda (Itamar Franco), ministro da Integração Nacional (Lula 1) e ministro das Cidades (Lula 2). Ex-PMDB, ex-PSDB, ex-PSB, hoje no PDT. É irmão do ex-governador e ex-senador Cid Gomes.

Posicionamento: Centro-esquerda desenvolvimentista. Defende industrialização, soberania tecnológica, reforma tributária e financiamento do SUS. Critica tanto o PT quanto a direita bolsonarista — posição que lhe gerou espaço em 2018 (12,5% dos votos) mas também o isolou em 2022, quando ficou em quarto lugar com 3%.

Perspectiva para 2026: Capacidade intelectual e discurso consistente, mas histórico de afastamento de aliados e do eleitorado em momentos decisivos. Dificilmente compõe o segundo turno, mas pode influenciar o resultado.


Aldo Rebelo — DC · número 27

Político veterano do campo nacional-popular, Aldo Rebelo migrou de uma trajetória à esquerda para posições mais centristas e soberanistas ao longo da carreira.

Trajetória: Ex-militante do PCdoB, foi deputado federal por São Paulo por mais de 20 anos, presidente da Câmara dos Deputados (2005–2007) e ministro de Lula (Ciência e Tecnologia, Esportes, Defesa). Defende a soberania nacional como eixo central da política externa e critica acordos de livre comércio assimétricos.

Posicionamento: Centro. Nacionalismo econômico, defesa das Forças Armadas e de políticas industriais ativas. Distante tanto do PT quanto do bolsonarismo.

Perspectiva para 2026: Candidatura de visibilidade baixa. O DC é um partido pequeno, sem representação expressiva no Congresso. Dificilmente alcança dois dígitos nas pesquisas.


Augusto Cury — AVANTE · número 70

Psiquiatra, escritor e palestrante motivacional, Augusto Cury é um dos autores brasileiros mais vendidos no mundo, com mais de 30 milhões de livros comercializados.

Trajetória: Sem carreira política tradicional. É conhecido por obras como O Código da Inteligência e Nunca Desista dos Seus Sonhos. Sua entrada na política pelo Avante é recente e representa um perfil de candidato "fora do sistema".

Posicionamento: Centro. Pauta voltada para saúde mental, educação emocional e bem-estar social. Sem agenda econômica ou de segurança claramente definida.

Perspectiva para 2026: Reconhecimento de nome alto entre leitores, mas candidatura presidencial é diferente de audiência editorial. Eleitorado incerto.


Cabo Daciolo — MOBILIZA

Ex-bombeiro e pastor evangélico, Cabo Daciolo surpreendeu na eleição de 2018 ao conquistar cerca de 1,3 milhão de votos (1,3%) com discurso bíblico e crítica à "nova ordem mundial".

Trajetória: Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro (2015–2019) pelo PSOL, pelo PTdoB e por outras legendas. Ficou famoso pelos embates nos debates presidenciais de 2018, quando interpelou candidatos sobre a "Agenda 2030" e questionamentos espirituais.

Posicionamento: Direita cristã. Conservadorismo de costumes com base evangélica, antipetismo e discurso anti-establishment.

Perspectiva para 2026: Candidatura simbólica. Sem estrutura partidária robusta, tende a repetir votação de 2018 ou ficar abaixo.


Renan Santos — MISSÃO

Coordenador nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos representa a ala liberal-libertária jovem da direita brasileira.

Trajetória: Ativista político desde 2014, quando o MBL emergiu nas manifestações contra o PT. Participou da campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff e tornou-se um dos rostos do movimento. Vereador eleito por São Paulo em 2020.

Posicionamento: Liberal-direita. Defende Estado mínimo, privatizações totais, descriminalização de drogas, liberalismo econômico e social com viés libertário. Crítico tanto do PT quanto do bolsonarismo tradicional.

Perspectiva para 2026: Base jovem e engajada nas redes sociais, mas ainda pequena como força eleitoral real. Candidatura que visa visibilidade e posicionamento do MBL para eleições futuras.


Candidatos de partidos de esquerda radical

Além do PT e do PDT, a eleição de 2026 conta com quatro candidatos que representam correntes da esquerda marxista e socialista, com candidaturas de caráter programático — voltadas a disputar a narrativa e não o segundo turno.

Samara Martins — UP (Unidade Popular) · número 80 A UP é um partido de orientação socialista revolucionária. Sua candidatura é historicamente protagonizada por mulheres e trabalhadores, com pauta de socialização dos meios de produção e direitos trabalhistas amplos.

Edmilson Costa — PCB (Partido Comunista Brasileiro) · número 21 O PCB é um dos partidos mais antigos do Brasil, fundado em 1922. Defende a transição socialista, controle popular da economia e abolição do capital financeiro. Edmilson Costa é economista e dirigente histórico do partido.

Hertz Dias — PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) · número 16 De orientação trotskista, o PSTU defende a independência política da classe trabalhadora, greve geral como instrumento de luta e ruptura com o capitalismo. Hertz Dias é militante histórico do partido.

Rui Costa Pimenta — PCO (Partido da Causa Operária) · número 29 O PCO é um partido marxista-leninista que se apresenta como representante da classe operária urbana. Rui Costa Pimenta é seu candidato recorrente nas eleições presidenciais.


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